Como internacionalizar a minha empresa em 2026?

Como internacionalizar a minha empresa em 2026

Ano novo e você deve estar se perguntando: como internacionalizar minha empresa em 2026? Internacionalizar é estruturar a operação para competir em outros mercados com previsibilidade, margem e segurança fiscal, e isso exige estratégia comercial, organização financeira, adequação de produto/serviço, contratos e, principalmente, planejamento tributário alinhado ao seu modelo de operação.

Para começar 2026 do jeito certo, o foco é sair do impulso e entrar no método: testar, medir, ajustar e só então escalar.

O que significa internacionalizar, na prática?

Internacionalizar a sua empresa é ampliar sua atuação para fora do Brasil de maneira estruturada, seja por:

  • Exportação direta (venda para clientes no exterior)
  • Exportação indireta (via trading/terceiros)
  • Importação estratégica (insumos/equipamentos para reduzir custo e aumentar competitividade)
  • Prestação de serviços para o exterior (tecnologia, consultoria, projetos, agenciamento, etc.)
  • Parcerias e licenciamento (marca, distribuição, representação)
  • Abertura de filial ou empresa fora (em fases mais avançadas)

Cada caminho exige cuidados diferentes — e é aqui que muita empresa perde margem por escolher o modelo errado.

Leia também: Exportação Brasil–Chile: o que muda com o novo Manual do ACE-35

Antes de tudo: sua empresa está pronta para internacionalização?

Use este checklist rápido:

Produto/serviço

  • Já existe demanda clara fora do Brasil para a internacionalização da minha empresa?
  • Seu produto precisa de adaptação (padrões, rótulos, certificações, idioma, embalagem)?

Capacidade operacional

  • Você consegue atender mais pedidos sem travar produção, prazos e qualidade?
  • Tem processo para pós-venda e suporte (fuso horário, devoluções, SLA)?

Financeiro

  • Sua precificação considera câmbio, prazos, taxas, frete/seguro e impostos?
  • Você sabe o impacto do prazo de recebimento no caixa?

Fiscal e documental

  • Sua classificação fiscal, cadastros e rotinas estão organizados?
  • Você tem clareza sobre o custo tributário real por produto/linha?

Se a maioria está “mais ou menos”, o melhor caminho é iniciar com um projeto-piloto (um mercado, poucos SKUs, operação controlada).

Leia também: Seguro de Crédito à Exportação para Micro, Pequenas e Médias Empresas

Passo a passo para internacionalizar com segurança

  1. Defina o objetivo e o modelo de entrada

Perguntas que orientam tudo:

  • Você quer aumentar faturamento ou proteger margem?
  • Vai vender B2B (empresas) ou B2C (consumidor final)?
  • Vai operar com exportação, importação, ou ambos?

Essa escolha impacta diretamente contratos, logística, fluxo financeiro e planejamento tributário.

  1. Escolha o mercado e valide a demanda

Em vez de “atirar para todo lado”, o ideal é escolher 1 ou 2 países para começar e validar:

  • tamanho do mercado e concorrência
  • custo de entrada (logística, marketing, adequação)
  • exigências regulatórias e padrões do setor
  • canais de venda mais comuns (distribuidores, marketplaces, representante)

Uma internacionalização bem-feita começa pequena e escala rápido quando encontra o ajuste certo.

  1. Estruture preço e margem com visão real de custo

A precificação internacional não é “preço do Brasil convertido”. Ela precisa considerar:

  • câmbio e volatilidade
  • custos de transporte, seguro e armazenagem
  • taxas bancárias e meios de pagamento
  • prazos de recebimento e impacto no capital de giro
  • custos tributários e benefícios aplicáveis

Aqui, muitas empresas crescem em volume e perdem dinheiro na margem sem perceber.

  1. Organize contratos e formas de pagamento

Mesmo em operações simples, formalize:

  • condições comerciais (incoterms, prazos, penalidades, garantia)
  • responsabilidades por frete/seguro
  • regras de devolução e assistência
  • moeda, forma de pagamento e proteção cambial quando fizer sentido

Isso evita “surpresas” e reduz risco de inadimplência.

  1. Planeje o lado tributário e os regimes especiais

É nessa etapa que a internacionalização deixa de ser “projeto” e vira operação sustentável.

Alguns pontos que normalmente exigem análise técnica:

  • classificação fiscal correta (para evitar imposto a maior e erros de enquadramento)
  • oportunidades de regimes especiais (ex.: Drawback, quando aplicável)
  • revisão de cadeia de créditos e custos tributários por produto
  • organização fiscal para suportar crescimento e auditorias

Importante: internacionalização envolve rotinas e exigências operacionais. A Bonsenhor atua com planejamento tributário no comércio exterior e enquadramento em regimes especiais, mas não realiza despacho aduaneiro (não atua como despachante). A ideia é você ter cada parte com o especialista certo, sem “pular etapas”.

  1. Monte um piloto e crie um padrão de execução

Um piloto bem desenhado costuma ter:

  • 1 país-alvo
  • 1 canal (distribuidor, venda direta, marketplace etc.)
  • poucos produtos/serviços
  • metas de margem, prazo e recorrência

A partir dos resultados, você corrige rota e escala.

Leia também: Programa Acredita Exportação: novo incentivo para empresas brasileiras

Erros comuns que travam (ou encarecem) a internacionalização

  • Entrar em muitos países ao mesmo tempo
  • Precificar sem considerar custo total e prazo de recebimento
  • Operar sem contratos claros e sem regras de responsabilidade
  • Falta de organização fiscal/documental, gerando retrabalho e risco
  • Ignorar regimes e oportunidades que melhoram a competitividade
  • Crescer volume antes de estabilizar processo (e perder qualidade)

Como a Bonsenhor Contabilidade pode ajudar no seu plano de internacionalização

Se você quer internacionalizar, a contabilidade precisa participar desde o desenho do modelo. A Bonsenhor Contabilidade apoia seus clientes com:

  • Diagnóstico fiscal e estruturação do modelo de operação
  • Revisão e organização de classificação fiscal e impactos tributários
  • Planejamento tributário aplicado ao Comex
  • Estudo e enquadramento em regimes especiais (ex.: Drawback), quando fizer sentido
  • Orientação para reduzir custo, evitar imposto indevido e proteger margem

Se você quer dar os primeiros passos (ou corrigir um caminho que já começou), clique aqui e  entre em contato conosco para uma análise personalizada.

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