Ano novo e você deve estar se perguntando: como internacionalizar minha empresa em 2026? Internacionalizar é estruturar a operação para competir em outros mercados com previsibilidade, margem e segurança fiscal, e isso exige estratégia comercial, organização financeira, adequação de produto/serviço, contratos e, principalmente, planejamento tributário alinhado ao seu modelo de operação.
Para começar 2026 do jeito certo, o foco é sair do impulso e entrar no método: testar, medir, ajustar e só então escalar.
O que significa internacionalizar, na prática?
Internacionalizar a sua empresa é ampliar sua atuação para fora do Brasil de maneira estruturada, seja por:
- Exportação direta (venda para clientes no exterior)
- Exportação indireta (via trading/terceiros)
- Importação estratégica (insumos/equipamentos para reduzir custo e aumentar competitividade)
- Prestação de serviços para o exterior (tecnologia, consultoria, projetos, agenciamento, etc.)
- Parcerias e licenciamento (marca, distribuição, representação)
- Abertura de filial ou empresa fora (em fases mais avançadas)
Cada caminho exige cuidados diferentes — e é aqui que muita empresa perde margem por escolher o modelo errado.
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Antes de tudo: sua empresa está pronta para internacionalização?
Use este checklist rápido:
Produto/serviço
- Já existe demanda clara fora do Brasil para a internacionalização da minha empresa?
- Seu produto precisa de adaptação (padrões, rótulos, certificações, idioma, embalagem)?
Capacidade operacional
- Você consegue atender mais pedidos sem travar produção, prazos e qualidade?
- Tem processo para pós-venda e suporte (fuso horário, devoluções, SLA)?
Financeiro
- Sua precificação considera câmbio, prazos, taxas, frete/seguro e impostos?
- Você sabe o impacto do prazo de recebimento no caixa?
Fiscal e documental
- Sua classificação fiscal, cadastros e rotinas estão organizados?
- Você tem clareza sobre o custo tributário real por produto/linha?
Se a maioria está “mais ou menos”, o melhor caminho é iniciar com um projeto-piloto (um mercado, poucos SKUs, operação controlada).
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Passo a passo para internacionalizar com segurança
- Defina o objetivo e o modelo de entrada
Perguntas que orientam tudo:
- Você quer aumentar faturamento ou proteger margem?
- Vai vender B2B (empresas) ou B2C (consumidor final)?
- Vai operar com exportação, importação, ou ambos?
Essa escolha impacta diretamente contratos, logística, fluxo financeiro e planejamento tributário.
- Escolha o mercado e valide a demanda
Em vez de “atirar para todo lado”, o ideal é escolher 1 ou 2 países para começar e validar:
- tamanho do mercado e concorrência
- custo de entrada (logística, marketing, adequação)
- exigências regulatórias e padrões do setor
- canais de venda mais comuns (distribuidores, marketplaces, representante)
Uma internacionalização bem-feita começa pequena e escala rápido quando encontra o ajuste certo.
- Estruture preço e margem com visão real de custo
A precificação internacional não é “preço do Brasil convertido”. Ela precisa considerar:
- câmbio e volatilidade
- custos de transporte, seguro e armazenagem
- taxas bancárias e meios de pagamento
- prazos de recebimento e impacto no capital de giro
- custos tributários e benefícios aplicáveis
Aqui, muitas empresas crescem em volume e perdem dinheiro na margem sem perceber.
- Organize contratos e formas de pagamento
Mesmo em operações simples, formalize:
- condições comerciais (incoterms, prazos, penalidades, garantia)
- responsabilidades por frete/seguro
- regras de devolução e assistência
- moeda, forma de pagamento e proteção cambial quando fizer sentido
Isso evita “surpresas” e reduz risco de inadimplência.
- Planeje o lado tributário e os regimes especiais
É nessa etapa que a internacionalização deixa de ser “projeto” e vira operação sustentável.
Alguns pontos que normalmente exigem análise técnica:
- classificação fiscal correta (para evitar imposto a maior e erros de enquadramento)
- oportunidades de regimes especiais (ex.: Drawback, quando aplicável)
- revisão de cadeia de créditos e custos tributários por produto
- organização fiscal para suportar crescimento e auditorias
Importante: internacionalização envolve rotinas e exigências operacionais. A Bonsenhor atua com planejamento tributário no comércio exterior e enquadramento em regimes especiais, mas não realiza despacho aduaneiro (não atua como despachante). A ideia é você ter cada parte com o especialista certo, sem “pular etapas”.
- Monte um piloto e crie um padrão de execução
Um piloto bem desenhado costuma ter:
- 1 país-alvo
- 1 canal (distribuidor, venda direta, marketplace etc.)
- poucos produtos/serviços
- metas de margem, prazo e recorrência
A partir dos resultados, você corrige rota e escala.
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Erros comuns que travam (ou encarecem) a internacionalização
- Entrar em muitos países ao mesmo tempo
- Precificar sem considerar custo total e prazo de recebimento
- Operar sem contratos claros e sem regras de responsabilidade
- Falta de organização fiscal/documental, gerando retrabalho e risco
- Ignorar regimes e oportunidades que melhoram a competitividade
- Crescer volume antes de estabilizar processo (e perder qualidade)
Como a Bonsenhor Contabilidade pode ajudar no seu plano de internacionalização
Se você quer internacionalizar, a contabilidade precisa participar desde o desenho do modelo. A Bonsenhor Contabilidade apoia seus clientes com:
- Diagnóstico fiscal e estruturação do modelo de operação
- Revisão e organização de classificação fiscal e impactos tributários
- Planejamento tributário aplicado ao Comex
- Estudo e enquadramento em regimes especiais (ex.: Drawback), quando fizer sentido
- Orientação para reduzir custo, evitar imposto indevido e proteger margem
Se você quer dar os primeiros passos (ou corrigir um caminho que já começou), clique aqui e entre em contato conosco para uma análise personalizada.




