Em 2025, o Brasil registrou superávit comercial, mantendo o padrão de anos anteriores, mas com redução do saldo em relação a 2024. Os dados oficiais mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) indicam:
- Exportações acumuladas (jan–dez 2025): aproximadamente US$ 325,3 bilhões
- Importações acumuladas (jan–dez 2025): aproximadamente US$ 265,5 bilhões
- Saldo comercial: cerca de US$ 59,8 bilhões
O saldo superavitário mostra que o país vendeu mais para o exterior do que comprou, porém, o resultado ficou abaixo do registrado em 2024, quando o saldo foi de US$ 74,6 bilhões.
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Fatores que Influenciaram o Resultado
O desempenho da balança comercial em 2025 foi resultado de três fatores principais:
- Exportações concentradas em commodities: Soja, petróleo, minério de ferro e carnes mantiveram participação elevada no total exportado.
- Aumento das importações: Houve crescimento das compras externas, com destaque para bens de capital, peças, combustíveis e insumos industriais.
- Alta corrente de comércio: O fluxo total de exportações e importações (corrente de comércio) permaneceu elevado, impactando custos logísticos e planejamento de estoques.
Projeção para o Fechamento Oficial da Balança Comercial 2025
As projeções oficiais do governo para o fechamento de 2025 eram:
- Exportações: cerca de US$ 344,9 bilhões
- Importações: cerca de US$ 284,0 bilhões
- Saldo comercial: aproximadamente US$ 60,9 bilhões
Essas projeções indicavam superávit menor do que o de 2024, resultado de importações em ritmo mais acelerado ao longo do ano.
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Expectativas para a Balança Comercial em 2026
Para 2026, as empresas devem monitorar indicadores que impactam diretamente custos, margens e competitividade:
- Evolução da demanda dos principais parceiros comerciais: Mudanças no crescimento econômico global, especialmente na Ásia e Américas, podem afetar volumes exportados.
- Variação cambial: Oscilações no câmbio alteram custos de importação e exportação, afetando preço final e capital de giro.
- Preços internacionais das commodities: Flutuações afetam receitas de exportadores e custos de setores industriais dependentes de insumos importados.
- Condições logísticas e prazos: O alto fluxo comercial exige planejamento para evitar gargalos logísticos e aumento de custos operacionais.
Pontos de Atenção para Empresas
- Revisar classificação fiscal e regimes tributários: O correto enquadramento tributário reduz riscos e evita custos desnecessários.
- Avaliar regimes especiais como Drawback: Pode ser decisivo para empresas exportadoras que utilizam insumos importados.
- Planejar cenários de câmbio, custos e demanda: Essencial para empresas com exposição internacional direta ou indireta.
Conclusão
O Brasil fechou 2025 com superávit comercial robusto, mas menor que em 2024, devido ao crescimento das importações. Para 2026, a recomendação é reforçar o planejamento tributário, monitorar cenários econômicos e atuar com métodos claros para garantir competitividade.




